terça-feira, 23 de março de 2010


Aquele cheiro que você deixa nos cobertores, deixa nas roupas, deixa em mim. Fica no ar aquele cheiro. Permanece
alí por dias, me consome por dentro, vira melodia com o tempo.

Aquele cheiro que acaricía meu paladar, meus cabelos, meus pensamentos á noite.
Há uma certa coisa, um 'quê' de não-sei-o-quê, uma vontade do melhor, um querer de saudade. Você me completa.

É a vergonha que eu gostaria de sentir, é a ajuda que não consigo pedir. É quando me pego insone, desejando seu abraço, suas mãos, seus cabelos e olhos. É quando só o que eu quero é abraçar você bem forte e sentir denovo sua voz em meu ouvido.

O porquê eu não sei, não quero saber. Quando agente gosta, tudo basta. Palavras poucas, não são mais explicações poucas. É pensar no próximo inverno, ansiando-o como se fosse um verão. É esperar o tempo, torcer por ele, chorar pelo tempo e sorrir com ele. O mau humor torna-se carência.

Sim, eu quero acordar ao seu lado, sentir seu corpo sem pedir por ele. Ficar em silêncio só te olhando, tentando adivinhar seus pensamentos, tentando descobrir seus segredos. Me acorde de manhã. Me leve para ver o nascer do sol. Me dê morangos, não flores. Me dê beijos, não anéis.

Me dê momentos e saudade ao invés de presentes. Me dê o seu eu. Me deixe sentir a sua alma presente e ficar com aquele sorriso pelo ar. Me dê tudo que quiser.

Só não me deixe sozinha.
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